Tecnologia no Marketing

Há mais de 10 anos no mercado de comunicação e marketing, pensando em estratégias de negócio para clientes de diversos mercados, tamanhos e perfis, sempre fui muito questionado sobre como assegurar retorno nas estratégias e campanhas propostas?

Minha resposta sempre foi: – Se eu soubesse, estaria rico!

Quem dominar essa informação será rei, é o que todo mundo quer saber.

Muito se fala sobre ROI e muito se fala sobre efetividade dos meios. Ao meu ver, para ter bons resultados é preciso combinar e escolher bem 3 variáveis: a peça de comunicação, a oferta e os meios.

Esse tríplice, somado a análise de Alcance e Frequência com que precisará impactar sua base target (alvo)!

PEÇA DE COMUNICAÇÃO: Deve ser bem produzida e adequada ao meio de veiculação. Pode ser spot, filme, banner, email, etc.

OFERTA: Tem de ser legítima.

MEIOS: Importante que tenham afinidade com seus targets e que entreguem na velocidade e frequência necessária para sua base target.

Posto isso, consideremos que, cada campanha que eu faça, posso mensurar o retorno de vendas, ou outras variáveis e analisar para chegar a conclusões sobre o retorno. E analisando o histórico, posso comparar o comportamento da campanha atual com as que já passaram.

Por exemplo: toda vez que anunciei o produto Sabão em Pó X a um preço X% menor, e usei como meios a Televisão X, junto com Rádio Y, tive uma alavancagem de venda X%.

Posso guardar essas informações de forma recorrente e alimentar uma base de dados com informações importantes para montar outras campanhas. Vai ser meio MANUAL, vai ser MEIO complicado, mas vai ser mais focado em resultados. É uma análise que exige tempo e olhar analítico para rodar.

E se nós começássemos a brincar adicionando mais tecnologia a esse processo? E se fosse possível criar um algoritmo que analise nossos dados e combine as melhores OFERTAS e MEIOS? E se o algoritmo me ajudasse a escolher o “tom” da PEÇA com base nos assuntos de maior interesse de meu público, através de análise de timeline, comportamento de buscas, Twitter ou qualquer citação da minha marca? Dessa forma eu teria muito mais possibilidades de acerto nos retornos desejados e com certeza muito mais velocidade para elaborar e analisar as melhores estratégias. Certo? Resumindo, ganhamos em performance.

E se além disso, nosso algoritmo tivesse poder cognitivo e ao invés de só me dar opções, aprendesse com as campanhas?! Aprendesse sobre os meus públicos-alvo, os dividisse em clusters, aprendesse sobre o contexto em que minha marca se insere melhor, analisasse inclusive o sentimento das pessoas ao citarem marcas e então começasse a sugerir cruzamentos de ofertas antes inimagináveis.

Pois isso tudo já é possível na era de machine learning (aprendizado de máquinas) que nos possibilita criar modelos preditivos através do reconhecimento de padrões.

Já temos grandes players de tecnologia com soluções desenvolvidas nessa área, como por exemplo a IBM, com o Watson (vídeo conceitual no fim do post). Muitas indústrias poderão utilizá-las, como a de educação, finanças, saúde e comunicação.

Ao meu ver, esse novo cenário muda tudo para melhor! Mas exige de nós, profissionais da área de comunicação, mais foco em informações e exigirá mais de nossa capacidade de mudança e adaptação. O desafio consiste em adaptar as coisas que hoje já funcionam bem e que precisarão continuar funcionando para gerar resultados.

Com certeza, para os meios e veículos de comunicação, oferecer informações passa de importante a ELEMENTAR para a sobrevivência no cenário de marketing atual, pois de um lado teremos o consumidor com seus comportamentos e preferências mapeados por soluções tecnológicas e precisaremos combinar com as informações de audiências oferecidas pelos veículos, isso será parte importante para que os veículos ofereçam a matéria-prima para análises preditivas, que são os dados.

Além disso, através da análise de dados não estruturados, como as menções de marca em facebook, twitter, navegação em sites de vídeos e outras rotinas mapeadas, será possível oferecermos às equipes de criação insumos que melhorarão sensivelmente a assertividade das campanhas, como assuntos de maior interesse e afinidade de nossos targets. É a tecnologia a favor da criatividade.

Estamos no século XXI e ouvi de Nizan Guanaes algo muito coerente com o que estou escrevendo nesse post, dando dicas aos profissionais de comunicação foi claro e categórico: “aprenda código, aprenda código, código é fundamental para moldar seu raciocínio. Quem souber código tem o abracadabra desse mundo novo e isso é muito importante. ”

Enfim, muita coisa nova para pensar, estudar, se especializar e aplicar. E quando tudo estiver claro, muda mais um pouco, tudo de novo! O elementar da sua estratégia tem que estar claro, para não perder performance em meio às mudanças, desenhe o plano e execute. Pensar simples continua essencial em meio ao movimento tecnológico que estamos, resultados fortes sempre vieram para quem cuidou do elementar.

Resultado é Elementar.

2018-01-15T23:29:19+00:00 05/01/2018|Marketing & Comunicação|