Comunicação de VALOR não tem PREÇO!

Há dias atrás, um cliente me pediu ajuda a respeito de um filme que ele cogitava produzir para anunciar um novo serviço de entrega de seu restaurante temático. Fui ao seu encontro, ele me apresentou os roteiros que sua agência havia sugerido e então lá estava eu, olhando para o final da cadeia do processo sem enxergar a estratégia… e aí percebi, que não havia muita estratégia… luz vermelha acesa! Estratégia é elementar antes de fazer uma campanha de comunicação.

Muitos empreendedores atualmente estão preocupados em fazer suas campanhas para alavancar resultados de vendas ou aumentar o giro de loja, mas fazem seus investimentos publicitários motivados pela urgência do momento, de forma reativa a uma situação financeiramente adversa e quando não, de uma forma não coordenada e não estratégica.

O que tenho visto é que quanto mais emergencial é a tomada de decisão em se fazer uma campanha, menor é o foco na construção da PROPOSTA DE VALOR, pois não se pensa no negócio de forma estruturada e com foco em gestão estratégica de comunicação. Geralmente são campanhas voltadas para atração de consumidores através de PREÇOS BAIXOS, o que geralmente exige altos volumes de investimentos e sua curva de recall (lembrança) não perdura por muito tempo.

O que sugiro geralmente aos meus clientes, é que se voltem para comunicação de uma forma mais estratégica. Para isso, primeiramente, sugiro a criação de um orçamento de comunicação anual, para que isso possa sair da conta de custos e passe a ser encarado como uma linha de investimento, onde não se pode mexer de forma descomprometida e geralmente é planejada antes da virada do ano fiscal. Esse valor pode estar atrelado à previsão de faturamento por exemplo do ano seguinte, há empresas que optam por direcionar ao marketing cerca de 5% do faturamento líquido da empresa para comunicação, outras, consideram 1% do faturamento bruto, ou pode variar conforme necessidades do empreendedor.

Quando se cria um orçamento de comunicação, o empreendedor ou empresário, consegue organizar o raciocínio e parar de agir por impulso na comunicação.

Além disso, ajudamos o empresário a pensar sobre os seus principais diferenciais… aqueles que levam o consumidor a tomar a decisão. Esse sim, deve ser o principal ativo da sua empresa e deve ser trabalhado para que esses diferenciais virem uma PROPOSTA DE VALOR, ou seja, uma promessa daquilo que o consumidor encontrará no seu produto ou serviço.

Pense comigo! Quem toma Coca-Cola, toma por necessidade ou desejo? Quem vai ao Outback, vai por fome ou por vontade? E aí é que mora a mágica, o Outback por exemplo não usa em seu comercial a venda da costelinha barbecue (Ribs On the Barbie); ela vende o MOMENTO OUTBACK. Isso é mais forte porque se conecta EMOCIONALMENTE ao consumidor que acha que MERECE ser recompensado depois de um intenso dia de trabalho. Nesse caso, é mais EXPERIENCIA e menos COMIDA, porque as pessoas se fidelizam por boas experiências.

Dessa forma, achando sua real PROPOSTA DE VALOR, conseguirá desenhar junto a sua agência um POSICIONAMENTO e então fica mais fácil desenhar campanhas com base nele, sem perder o foco estratégico. De forma lógica, você primeiro vende para o consumidor o seu VALOR, apresentando sua marca, seus diferencias e qualidades para que ele crie conexão emocional e identificação com sua marca. Só depois é hora de abordar PREÇO, pois a resposta a campanha de ofertas pode ser muito mais forte e seus resultados de venda muito maiores, inclusive com consumidores que estejam pré-dispostos a pagar mais pelo produto ou serviço.

É elementar vender seu VALOR, ou vão achar seu PREÇO caro!

Em sua estratégia, resultado, é elementar!

2018-01-15T23:26:36+00:00 05/01/2018|Marketing & Comunicação|